sábado, 31 de outubro de 2015

Poema aos ventos dos céus


Poema aos ventos dos céus


Ah!... Como é dilacerante
a luta entre o Espírito e a carne
entre a Matéria e o Verbo
a Terra treme debaixo dos meus pés
quando amo
e todos os sonhos do mundo
cabem dentro de mim…

Não há paz no Universo
para meu sossego…

Procuro-te, oh deusa dos céus
dentro da minha visão lunática
que me leva ao princípio dos abismos…

Tudo se apaga à minha volta
e só consigo ver o luzeiro do céu estrelado
e o galope dos ventos cósmicos
que te fecundam…

Alexandre de Castro

Lisboa, Outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Poema do amanhecer…


Poema do amanhecer…

agora já não é essa loucura
de que me acusas
porque deus morreu
e a loucura  já é outra
fico suspenso de ti
quando habitas o éter das nuvens
e eu te quero dar o que habita dentro de mim…

Alexandre de Castro

Lisboa, Outubro de 2015

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O beijo do poema…


O beijo do poema…

Aproximo-me de ti
por um beijo, por uma flor
por um instante de carinho
que me falta e que me seduz
tudo em mim é confuso
dentro da solidão de estar sozinho
falta a luz que ilumina os sonhos
 que me consomem os desejos
e tudo à volta é secura de desertos
praças vazias, sem árvores e sem gente
pássaros sem asas que morrem no rio
talvez seja isto o amor, já não sei,
mas é de amor o beijo
que deixo no poema.

Alexandre Castro

Lisboa, Outubro de 2015