terça-feira, 31 de maio de 2016

Dissertação sobre o Flamenco [Poster]

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FOTOMONTAGEM DE LEILA GOMES
Amabilidade de Leila Gomes, a quem agradeço a iniciativa de ilustrar este meu poema, o que fez com grande mestria e talento, ao procurar equilíbrios estéticos, de grande efeito, na composição gráfica do conjunto.

Ver aqui a publicação original do poema.

domingo, 29 de maio de 2016

A Criação de Adão_ Michelangelo

´A Criação de Adão' (1510) _ Michelangelo

Há uma força descomunal nesta composição pictórica, de Michelangelo, que se desprende da figura divina e que a concentra por inteiro, tendo Adão, que a recebe, apenas uma postura passiva.

Trata-se de uma das grandes criações do génio humano, no conjunto das Letras e das Artes, às quais se juntam a Eneida, de Virgílio, a Ilíada, de Homero, O Velho Testamento, D. Quixote, de Cervantes, Hamlet, de Shakespeare, A Divina Comédia, de Dante,.Os Lusíadas, de Camões, Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez, Memorial do Convento, de Saramago, as Pirâmides do Egipto, a Mona Lisa, de Leonardo de Vince, Guernica, de Picasso, A Tentação de Santo António, de Dali, a 5ª Sinfonia de Beethoven, o Taj Mahal, na Índia, a Grande Muralha, na China, a Sagrada Família, de Gaudi, a Catedral de Brasília, de Oscar Niemeyer e os poemas Tabacaria, Poema em linha recta, O Guardador de rebanhos e Ode marítima, de Fernando Pessoa (entre outros). 

Quem matar a sede e a fome nestes monumentais tesouros da Humanidade pode dizer que conviveu com os deuses do Olimpo.

sábado, 28 de maio de 2016

Pesadelo...

O Grito _ Edward Munch

Pesadelo…

A alma não sossega 
rebola-se aos gritos
no pesadelo, durante a noite,
afoga-se no turbilhão do sangue em sobressalto
e delira, de madrugada,
exangue e dorida
cheia de feridas
de tantos atropelos contra os ossos,
dorme durante o dia, tranquila,
para meu sossego
até que o meu sono, durante a noite,
a acorde…
Alexandre de Castro


Lisboa, Maio de 2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Foi naquela tarde, em Borlänge...

Mulher Africana _ Isabelle - Vital

Foi naquela tarde, em Borlänge...


Foi naquela tarde, em Borlänge,
negra de bandeiras e caveiras,
que da fragilidade trémula de um caule
nasceu uma flor.
Uma pérola negra do rebento de uma semente antiga
- da memória do tempo dos escravos -
venceu a Besta, que não pára de escoicinhar.
A arma secreta e mortífera foi esse teu gesto digno
de entrares nua no covill
e de derrubares as muralhas, onde habitam as serpentes.
Ergueste o teu punho de prata, 
onde guardas as sombras dos teus sonhos
e eu já não tive tempo
de oferecer-te um cravo vermelho, de Abril...

                Alexandre de Castro

Maio de 2016
***

 afro-sueca, Tessa Asplund, de punho erguido, 
faz parar uma manifestação de neo-nazis